Search blog.com.es

  • O poder do perdão

    Alô?

    Alô. Luciano?

    Sim. Quem é?

    Não conhece mais a minha voz?
    Não estou conseguindo identificar. Quem está falando?
    Nossa como foi fácil pra você me esquecer... Acho que não tivemos muito
    significado...

    Nathasha?!

    Oi...

    Que surpresa você me ligar! Pra quem disse que queria me esquecer para
    sempre...

    Vai ofender? Eu desligo!

    Fique à vontade, querida. Quem ligou foi você mesmo...

    Não, espere, não vou desligar. Desculpe. É que estou aborrecida, só isso.

    Ta. E o que você quer?

    Nada. Eu só queria ouvir sua voz.

    Só? Então já ouviu. Mais alguma coisa?

    Espere, pare de ser grosso. Não, desculpe, não desligue. É que eu estou me
    sentindo muito sozinha.

    Foi você quem quis assim, querida. Sorva do seu próprio veneno.

    Realmente você não muda. Só sabe acusar...

    Bom, vou desligar. Tchau...

    NÃO, PELO AMOR DE DEUS, não desligue, espere, preciso te dizer algo...

    Fala logo, Nathasha, tenho que trabalhar.

    Eu estava errada, me perdoe.

    ERRADA? Você estava errada? Tem certeza disso? Será que não é um pouco tarde
    pra dizer isso?

    Mas agora eu reconheço... Por favor, amor me perdoe!

    Agora? Depois que você acabou comigo, querida? Até hoje eu pago o mico do
    papelão que você me fez passar... Convites distribuídos, acampamento
    alugado, comida encomendada, viagem paga, meu casamento com você, tudo
    perdido... (Luciano suspira). Sofri, sofri mesmo. Queria matar você! Droga,
    por que eu tive que amar você? Mas tudo bem. Já faz dois anos... Ah, meu
    Deus, dois anos...

    Luciano, pelo amor de Deus, me perdoe!

    Pra que você quer o meu perdão? Você nem ligou pra dizer que já estava com
    outro cara. Pra que perdão? Vai viajar com ele, vai viver com ele, meu
    bem... Só me deixe em paz, por favor, (Luciano chora baixinho).

    Sem se dar conta, Luciano percebe uma pessoa na porta do escritório. Era
    ela. Nathasha estava olhando pra ele. Ela falava do celular. Luciano fica
    perplexo, alegre e triste - ela está linda, belíssima, muito elegante. Mas
    seu rosto está abatido, cansado, doente. Na mão tinha uma sacola.

    Aproximou-se da mesa de Luciano, e, com olhos lacrimejantes, desligou o
    celular, olhou para ele e disse:

    Oi, amor.

    Oi, Nathasha. Pare de me chamar de amor. Você tá um caco, filha!

    Olhos baixos, Nathasha começa a tirar da sacola algumas coisas: uma caixa do
    correio com um CD do Demmis Roussos, que Luciano havia enviado de presente
    no aniversário, uma boneca de porcelana numa casinha de papel, um celular
    pré-pago, alguns livros devocionais, uma bíblia de Genebra e um pacote de
    fotografias. Luciano a observava perplexo, triste, e via as lágrimas de
    Nathasha molharem a fórmica da sua escrivaninha.

    Cada objeto tirado era uma facada no coração sofrido de Luciano. Algumas
    coisas lhe custaram caro, ele fizera grande esforço para pagá-las. Mas,
    pensava ele, se era pra ela, valeria à pena o esforço. Quando tudo
    terminara, ele se arrependera de tanto gasto desperdiçado...

    Pensei que você havia jogado as coisas que lhe dei Nathasha...

    Eu nunca me esqueci de você, Luciano. Eu errei. Errei muito, me perdoe...

    Luciano, jovem advogado, lutador com as interpéries da vida, sabia que
    Nathasha poderia estar mentindo, como tantas outras vezes, quando namoravam
    e mesmo quando eram noivos. Mas havia um quê de diferente no olhar vermelho
    de Nathasha.

    Por que você veio hoje aqui, Nathasha? Deu alouca? O que te traz aqui?

    Nathasha suspirou, chorou, recompôs-se e disse:

    *Estou com câncer, Luciano...***

    CÂNCER? Luciano petrificou-se.

    Sim, amor, eu vim me despedir. Saí do hospital à força, pra falar com você e
    pra morrer em casa...

    Luciano não esperava por essa. Veio-lhe à memória uma de suas discussões,
    onde Nathasha, na hora do nervoso, dissera:

    "E daí, Luciano? Que se dane a igreja, que se dane o pastor, que se dane
    você, e se Deus achar que estou errada, que me castigue..." Nossa, era como
    se a cena passasse de novo na mente de Luciano.

    Como foi, Nathasha?

    Depois que eu deixei você, amor, fui caindo no abismo, afastei-me do Senhor,
    fui morar com o André, abandonei a Cristo. Eu estava cega. Mas Deus me
    amava, Luciano. Se eu não fosse dEle, estaria numa boa agora, bem com o
    André, bem comigo e pronta pra ir pro Inferno. Mas, por amor, Deus veio
    corrigir-me. Ele repreende e castiga a quem ama. Ele me ama, Luciano! Estou
    doente. Mas estou bem, porque estou podendo vir até você pra pedir perdão!
    Nunca fui feliz, nunca tive paz, saí de casa com 3 meses de vida a dois. O
    André me batia, me traía, eu fugi.

    E ele não foi buscar você de volta?!

    O André foi assassinado, Luciano. Tráfico de drogas.

    Luciano estava perplexo.

    Luciano, estou voltando pro Senhor, estou me preparando pra partir. Mas
    tenho que receber o seu perdão, amor! Sei que nunca irei compensar o que lhe
    fiz, mas... Por favor... ME PERDOA, AMOR!

    Luciano olhou para aquele resto de mulher - outrora tão orgulhosa,
    ostentando tanta beleza e auto-suficiência, confiando tanto em seu corpo e
    em sua fulgurante beleza, e agora, bonita ainda, mas notadamente pálida,
    enferma, cheia de hematomas nos braços, pescoço e pernas, e triste,
    profundamente triste, a implorar-lhe perdão para morrer em paz!
    Cena patética! Ali estava quem Luciano mais amara na vida, quem mais o
    fizera sofrer, a depender de uma palavra apenas, para morrer em paz!
    "Hora da vingança", veio-lhe à mente. Claro, agora seria a hora da revanche!
    Mas Luciano era um moço crente, de bom coração, e seria incapaz de reter a
    bênção para aquela a quem tanto amara e que, infelizmente, ainda tanto amava
    e tanto o fazia sofrer...

    Quer que eu perdoe você, Nathasha?

    SIM, PELO AMOR DE DEUS, Luciano! Nunca mais tomei a Ceia do Senhor, nunca
    mais louvei ao Senhor com alegria, nunca mais fui membro de igreja, não
    agüento mais! Aceito as conseqüências, mas, por favor, diga que me perdoa!
    Enxugando as lágrimas, refazendo-se, Luciano olhou-a no fundo dos olhos,
    tomou as suas duas mãos, que estavam frias como as de um defunto, e lhe
    disse num terno sorriso misericordioso:

    Querida: desde que você foi embora eu já havia lhe perdoado. Mas, se você
    quer escutar e sentir paz ouça-me: EU PERDÔO VOCÊ POR TUDO QUE ME FEZ. VOCÊ
    ESTÁ LIVRE EM NOME DE JESUS!

    Nathasha tremeu. Gritou "aleluia", sorriu, chorou, e caiu desmaiada.

    Logo o assistente de Luciano veio ajudá-lo, e, colocando-a no carro,
    levaram-na para o hospital. Luciano tinha o telefone de toda a família
    ainda, ligou e avisou. Em uma hora todos estavam ali na recepção, tristes,
    aflitos, alguns desesperados. Chegou o pastor. A família implorou-lhe que
    fosse até a UTI orar com ela. O pastor, que conhecia o Luciano, olhou bem
    pra ele, pensou, fechou os olhos em oração, e, a seguir, falou:
    Quem tem que entrar é o Luciano. Vá lá, Luciano. Eu conheço o diretor da
    UTI, pedirei autorização.

    EU, PASTOR?

    Sim, filho. Ela é o seu amor.

    FOI, PASTOR.

    Não, filho. Deus o uniu a ela novamente, ainda que seja na despedida.

    Luciano não sabia o que fazer. A família, desconsolada, chorava, mas a mãe,
    certa do que tinha que ser feito, empurrou o Luciano até a porta, dizendo:

    "Vai, filho, corre, antes que seja tarde!"

    Ah, aquele corredor que dava para a UTI parecia não ter fim! Cada passo dado
    era uma lembrança: o primeiro beijo, a primeira maçã do amor, o primeiro
    jantar, o primeiro por do sol juntos; o dia em que viajaram num encontro
    missionário, o dia em que foram juntos à praia e que ele deu de presente a
    primeira rosa! O jantar de noivado, os telefonemas, tudo. Não sobraram
    recordações da tragédia, da traição, do desprezo. Na verdade quem ama guarda
    as más experiências numa sacola furada. E Luciano fez assim.

    Vestido com o jaleco, a máscara e o sapato de pano, Luciano entrou. Vários
    boxes onde pessoas definhavam. Lá estava Nathasha, no número 6. Estava no
    respirador artificial, cuja sanfona funciona como um pulmão e faz um barulho
    horripilante. Estava linda, mas totalmente ligada a aparelhos, notadamente
    cansada, em coma, morrendo. Luciano sentiu sua dor. Chorou. Tremeu. Segurou
    forte a mão de sua amada. Pensou em Cristo, que dera a vida pela noiva,
    pensou em Oséias, que aceitou a esposa adúltera novamente, pensou em Deus,
    que tantas e tantas vezes tratou a Jerusalém com compaixão. Quem era ele
    para não perdoar? Quem era ele para não acolher?

    Então orou.
    "Senhor, o que posso dizer? Minha garota está morrendo! Ex-garota, claro.
    Mas mesmo assim está doendo, Pai! E eu sou impotente diante de tudo isso!
    Essas máquinas, esse cheiro de éter e de carnes inflamadas, esse barulho
    infernal, meu Pai, o que posso dizer? Que deixe a minha garota morrer em
    paz? Sim, Senhor, leve-a para a tua glória! Eu a amo! Mas sei que tu a amas
    mais do que eu! Abençoa a Nathasha. Em nome de Jes... Subitamente Luciano
    pensou em completar a oração com o seguinte pedido: Mas, Senhor, se ainda
    houver um espaço para ela viver para ti, recuperar parte do tempo perdido,
    se na tua infinita misericórdia não for demais, por favor, Senhor, cura a
    tua serva. Ela já sofreu bastante, ela aprendeu Senhor. Até eu, que fui o
    mais ofendido, já a perdoei! Por favor, Senhor, se der, devolve-lhe a vida!
    Mesmo que não seja pra viver comigo. E agora sim, em nome de Jesus. Amém".
    Por favor, me avisem - disse Luciano aos familiares - me avisem quando tudo
    terminar. Quero estar presente.

    E foi embora. Tirou a tarde para viajar, seu hobby preferido: foi pra uma
    cidadezinha próxima, ver o por do sol.
    No caminho, ao longo da rodovia, seus pensamentos corriam mais que o vento:
    por que tudo isso estaria acontecendo? As coisas não poderiam ter sido mais
    fáceis? E agora? Ele, no carro, ela no hospital, a lembrança daquelas
    máquinas monstruosas de prolongar a vida não lhe saíam da memória... As
    lágrimas corriam, misturadas à poeira do vento seco do caminho.

    Revoltado com tudo isso, parou o carro no acostamento. Encontrou uma
    estradinha de terra. Devagar, como a seguir um féretro, entrou pela rota dos
    sitiantes. Subiu devagar a montanha, encontrou um mirante. Parou, abriu a
    porta, e, num grito de dor e lamento, chorou. Ah, como chorou! Seu pranto
    escorria pela porta do carro. Os pássaros, assustados, aquietaram-se nas
    árvores, contemplando aquele misto de dor e revolta. Parecia que todo o
    mundo fazia silêncio em respeito a tanta dor.
    Deus, por quê? Por quê? Por quê? Por que tive que amá-la? Por que tive que
    vê-la? E agora, Senhor, o que fazer? E se tu a levares? O que será de mim?
    Eu já estava quase esquecendo, Senhor! Agora tudo volta a doer! Senhor,
    Senhor...

    Cansado de tanto chorar, entrou no carro e deitou-se, estendendo o banco
    para o fundo. Travou a porta, colocou uma fita de música clássica e
    desfaleceu. Ali estava um moço de valor, que amava e que lutava entre sua
    vontade e a vontade de Deus.

    Sonhou durante o sono, no delírio da febre. Sonhou estar na igreja. Viu o
    pastor a pregar, e, ao seu lado estava Nathasha, bonita e sorridente. Lá do
    púlpito o pastor dizia: *"Aquele que amar mais à sua mulher, mais do que a
    mim, não é digno de mim - palavras de Jesus!"* E, aos poucos, o sorriso de
    Nathasha foi sendo coberto por uma neblina e desaparecia. Assim acordou.

    Assustado e cônscio de que Deus falara com ele, pôs-se a orar, dizendo:
    Senhor, sei que é difícil, mas tenho que fazer isso. Confesso que estou
    revoltado, ó, Pai. Quero fazer a minha vontade, não a tua. Eu não estou
    conseguindo aceitar a tua vontade, caso seja a de levá-la embora! Sei que
    estou errado, Senhor, e sei que é isso que quisestes me falar. Senhor, sou
    teu servo e quero te obedecer. Se irás tirar a Nathasha mais uma vez,
    tira-a, apesar de mim. Por mais que isso doa, Senhor, prefiro assim: não
    quero perder-te Senhor. Só me ajude e console o meu coração... Tu sabes o
    que será melhor para ela, e também melhor para mim. Em nome de Jesus, amém.
    Voltou a dormir. Toca o celular.

    Alô?

    Luciano?

    Sim, sou eu.

    Aqui é o pastor, filho. Como você está?

    Bem mal, pastor. Mas sobrevivendo...

    Eu orei por você, garoto. Pedi a Deus para lhe fazer suficientemente forte
    para renunciar, se preciso for. Você quer conversar sobre isso?

    Pastor - disse, sorrindo o rapaz, - já o ouvi pregar agorinha mesmo no
    sonho, já renunciei a Nathasha. Está doendo, mas estou em paz. Obrigado.
    Ótimo. Então volte pro hospital, Luciano. A Nathasha acordou e saiu do
    estado crítico. Ela quer ver você...

    *O QUE? SÉRIO, PASTOR?***

    Seríssimo. Vem com calma, mas acelera filho...

    Não levou hora e meia e Luciano estava entregando a chave do carro pro
    manobrista do hospital.

    E a Nathasha? , perguntou à mãe dela.
    Filho corre, ela está chamando por você! Vai, filho! Deus está agindo! Eu já
    a vi, mas ela teima que quer ver-lhe!

    Agora o corredor do hospital era longo demais para ele. Se pudesse, daria
    três passos em um, para chegar mais rápido e contemplar o rosto de sua
    amada. Seu coração estava disparado, pensava no que ouviria e no que diria.
    O suor lhe escorria pela face e as vistas estavam enfumaçadas. Correu a
    vestir o jaleco, o sapato de pano, as luvas e a máscara. Box 06. Lá estava
    ela, e três médicos palestrando. Ao olharem o rapaz, perguntaram:

    Você é o Luciano?

    Sim, doutor sou eu. Por quê?

    Converse um pouco com ela. Ela gritou o seu nome por mais de meia hora e nos
    deixou quase loucos! Isso é que é amor! Mas seja breve, ainda não entendemos
    essa súbita melhora. Temos que medicá-la novamente.

    Aproximou-se do leito. Os lábios de Nathasha estavam sangrados, a boca
    ferida, canos haviam saído da garganta, o pescoço estava com fios, braços e
    pernas com soro, sondas, enfim, uma cena dramática, mas não tanto quanto na
    última vez. Pelo menos o respirador artificial estava desligado, e em
    silêncio...

    Lu..cia..no.. me.u...a..mor....

    Fala, querida, eu estou aqui!

    Je..sus....veio..a..qui! Eu..vi!

    Luciano deixou as lágrimas verterem de seus olhos, lágrimas quentes e
    profundas.

    Você estava sonhando, querida.

    Nã..ão, meu ..a..mor, Je..sus veio...me di..zer.. uma..coi..sa!

    Um tanto alegre, mas também incrédulo Luciano pergunta:

    E o que Jesus lhe disse, amor?

    Dis.se...que.. vo..cê..me ama..va e..que..es.ta...va... (cof! cof!) es..ta..va.
    Orando lá..num sí..tio.. por..mim...e ..lu..tan..do ...para me renun..ciar..

    Luciano gelou. Nathasha completou:

    E..le.. me..dis..se..que..a.ceitou..a.sua..or.a..ção!

    Agora ele estava arrepiado. Não só isso, ele estava com as pernas totalmente
    moles e adormecidas, num misto de medo e perplexidade.
    E sobre você, amor, ele disse alguma coisa?
    Dis.se..pa..ra....que..eu não ...pe..casse.. de nno..vo... - Natasha
    adormeceu.

    Natasha!!! Natasha!! Não morra!!!

    Calma, garoto - disse o médico - ela só adormeceu. Fique tranqüilo, mas saia
    agora, temos que seguir os procedimentos necessários.

    E assim foi.

    Nathasha saiu do hospital em 20 dias. Sem explicação convincente, os médicos
    quiseram impetrar a si mesmos um erro de avaliação e diagnóstico, dizendo
    que pensaram que havia câncer onde nada existia, mas não sabiam explicar as
    dúzias de exames, de biópsias, de ressonâncias e de quimioterapias feitas.
    Claro, grande parte da medicina desconhece o poder de Deus, a misericórdia
    do Altíssimo. E um câncer desaparecido tem que parecer um mero "erro
    médico". Mas o milagre acontecera de fato...

    Outra tarde, fim de expediente no escritório de Luciano, Nathasha de pé em
    frente à escrivaninha de trabalho dele.
    Luciano, de agora em diante eu viverei cada dia como um milagre do Senhor, e
    viverei apenas e tão-somente para a glória dele.

    Que bom, Nathasha! Espero que você seja feliz! Orarei sempre por você!

    Luciano...

    Fale querida.

    Quero pedir só mais uma coisa.

    Se eu puder atender...

    Eu quero me casar com você e ser a sua mulher, a sua companheira, e servir
    ao Senhor ao seu lado. Eu te amo! Me perdoe por tudo que fiz!

    Era tudo o que o rapaz queria ouvir. Sorridente, abriu a gaveta da
    escrivaninha e tirou uma linda boneca de porcelana, numa casinha de papelão,
    idêntica à primeira, presenteada quando começaram a namorar. Levantou-se,
    entregou-lhe a boneca, abraçou sua amada pela cintura, trazendo-a para junto
    de seu rosto, e lhe disse, com um brilho jamais visto em seu olhar:

    Eu perdôo você e quero recebê-la como minha esposa, amor. Eu te amo!

    Também te amo querido!

    Não se podia descrever o que era mais bonito e brilhante; se o brilho do sol
    da tarde, clareando toda a sala pelas vidraças, ou se o brilho do beijo de
    Nathasha e Luciano, ao som da mais linda música que o mundo pode ouvir: o
    palpitar de dois corações apaixonados.

    Aliás, apaixonados por Deus primeiramente, e, por causa do Senhor,
    apaixonados um pelo outro...

  • O que voce traz dentro de si?

    JARROS

    Diante dos atentos discípulos, o mestre colocou dois jarros idênticos sobre a mesa e disse,
    - Deus não olha como os homens olham para as coisas. O homem olha para a aparência externa, mas os olhares de Deus vão ao coração.

    Fez uma ligeira pausa e continuou,
    - Estes jarros vieram da mesma fábrica, foram feitos com os mesmos materiais e podem conter a mesma quantidade. Mas são diferentes. Explicou.

    Então ele virou um dos jarros e dele escorreu mel. Virou o outro jarro e deste escorreu vinagre.
    - Quando um jarro é virado, seu conteúdo se torna exposto ao escorrer para fora.
    Até que os jarros fossem virados, pareciam iguais. A diferença era o que tinham por dentro e que não podia ser visto. Quando foram virados, seus conteúdos foram revelados. Disse ele.

    E após muito breve pausa, concluiu,
    - Enquanto nós não somos virados, não nos revelamos. Mas quando somos virados, revelamos nossos íntimos pensamentos e atitudes.

    Se alguém o virasse hoje, O que escorreria para fora? Você revelaria o "mel" da generosidade e paciência, ou o "vinagre" da raiva e sarcasmo?

    Tradução de SergioBarros
    Desconheço o autor

  • Uma familia

    “Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo”
    Hebreus 2:14
    Pensamento: Você sabia que Jesus não é apenas nosso Salvador, mas também nosso irmão?! “Ele tinha que ser feito como seus irmãos” o Espírito Santo diz em poucos versículos. Éramos os filhos de Deus perdidos, então Jesus veio e compartilhou da nossa mortalidade, nossa pele humana com todas as suas limitações, para que ele pudesse derrubar nosso maior inimigo, Satanás, causador da morte. A morte não tem mais as suas garras em nós, porque nosso irmão mais velho o derrubou e foi preparar o nosso lugar ao lado do Pai!

    Oração: Todo Poderoso Deus, obrigado por ter enviado Jesus para ser igual a mim e viver entre pessoas como eu. Quando eu penso sobre o seu sacrifício e o amor de Jesus, sinto-me insignificante, e depois me lembro que o presente de Jesus me deu a possibilidade de ser seu filho, e Jesus agora é meu irmão mais velho. Alguns dias, Aba Pai, é difícil esperar pela nossa reunião de família. Até aquele grande dia, por favor, use-me para ajudar outros saberem sobre a sua família, seu presente e seu Filho! Em nome de Jesus eu oro. Amém.

  • O Poder da Decisão.

    Nas minhas mãos

    Tenho nas mãos dois caminhos
    duas decisões, mesmo quando tudo parece desabar,
    cabe a mim decidir, entre rir ou chorar,
    entre ir ou ficar, entre desistir e o lutar.
    Se o mar está revolto, posso ficar na praia,
    ou sair para pescar e talvez,
    nunca mais voltar.

    Tenho nas minhas mãos o bem e o mal,
    e entre eles poucos pensamentos,
    um diz para fazer sem culpa,
    o outro pensa, reflete e pede para esperar.
    Enquanto o mundo se perde em erros,
    posso me manter sereno, sem medo,
    porque tenho a chave da minha vida,
    nas minhas mãos.
    Então, hoje me sinto mais forte, atravessei os desertos da alma.
    amei quem não me amou, e deixei de lado quem muito me amava,
    coisas de afinidade, sentimentos vagos da alma,
    e atravessei caminhos nem sempre floridos,
    que deixaram marcas profundas em mim,
    mas amei e fui amado...

    Por isso, tenho nas mãos bem mais que a vida,
    tenho a duvida e a certeza,
    a esperança e o medo,
    o desejo e a apatia,
    o trabalho e a preguiça,
    e me dou o direito de errar sem me cobrar,
    e acertar sem me gabar,

    Porque descobri no caminho incerto da vida,
    que o mais importante é o decidir,
    e decidi de uma vez por todas,
    ser simplesmente feliz,
    e esse caminho não tem volta...
    Paulo Roberto Gaefke

  • Uma linda história de amor

    O pai do menino, o operador da ponte, não tinha se dado conta do desaparecimento de seu filho até este momento. Em pânico saiu à procura de seu filho somente o achando inconsciente entre duas alavancas que levantam a ponte para dar passagem aos navios. Ele caiu enquanto brincava.

    O pai agora estava com medo diante das alternativas que tinha a sua frente. O transatlântico que não parava de se aproximar com centenas de vidas a bordo, com o choque iria matar a todos se a ponte não fosse elevada; E seu filho caído na caixa de engrenagem, seria instantaneamente esmagado se o botão que aciona a ponte fosse ligado.

    Com toda sua força ele tentou baixar seu braço para retirar a criança rapidamente dali para um lugar seguro. O tempo estava se esgotando. Ele simplesmente não conseguia alcançar o garoto. Lágrimas desciam interminantemente do rosto do homem juntamente com o pressentimento de que ninguém iria socorrê-los e a mágoa o tomava por completo. Ele fez uma última tentativa. Mas de nada adiantou. A única coisa que o pai ouvia eram as vozes e as altas gargalhadas das pessoas que se divertiam no transatlântico que se aproximava cada vez mais. A aterrorizante decisão tem de ser tomada imediatamente. Irá seu amado filho viver? Ou irão aqueles farristas desconhecidos viver? Com apenas segundos para a decisão final ele sabe que seja ela qual for, terá de viver com isto o resto de sua vida.

    Lágrimas de lamento transbordam nos olhos deste pai que agora via todas aqueles pessoas desconhecidas passarem abaixo dele. Elas estavam rindo como se nada tivesse acontecido, completamente sem saber que o solitário homem acima delas tinha poupado suas vidas pelo sacrifício da vida de seu próprio filho. Elas nunca se deram conta do amor que lhes foi mostrado naquele dia.

    "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito ..." (João 3:16).

    Brasil Gospel.
    Autor desconhecido.

  • Não é bom que o homem esteja só...

    © Letícia Thompson

    A mulher faz parte do alicerce do mundo, é a Flor que foi criada depois que todas as flores já existiam, porque olhando à Sua volta o Senhor nada encontrou que satisfizesse Seu coração para dar ao homem uma companhia. Nem as estrelas, nem o infinito, nem os campos e todas as coisas criadas.

    E foi com delicadeza, carinho e certamente muito amor que Ele a moldou, sendo inspirado pelo belo que existia, de maneira que estivesse ao lado do homem para que este sentisse que o que faltava nele, ela completaria.

    E talvez seja por ter sido o ponto final de toda a criação que ela veio assim diferente, voluntária, com uma sensibilidade mais aguçada, um pouco de manha, pensando com o coração, forte o bastante para gerar filhos e dar continuidade ao mundo.

    Imperfeita tanto quanto se pode ser, construiu e constrói a história, ora trazendo perdição, ora a salvação, mas sempre e sempre caminhando na busca de um lugar que lhe foi dado por direito desde o início.

    Maliciosa, consegue o que quer com doçura, como as flores que atraem as abelhas mais avisadas, deixando a elas no final a impressão de serem as grandes e fortes vencedoras. E ela ainda ri... com o peito cheio de ternura!!!

    Pérola reconstruída à poder de dores, ela encanta o mundo, resgata sonhos perdidos e traz esperança à terra a cada grito, cada raio de luz que vai espalhando, prometendo à terra um novo amanhã.

    Letícia Thompson

    contact@leticiathompson.net

  • Deus Criou a Mulher

    WITHOUT YOU - MARIAH CAREY
    SEM VOCÊ
    NO I CAN’T FORGET THIS EVENING
    NÃO, NÃO POSSO ESQUECER ESSA NOITE
    OR YOUR FACE AS YOU WERE LEAVING
    OU SEU ROSTO ENQUANTO VOCE PARTIA
    BUT I GUESS THAT’S JUST THE WAY THE STORY GOES
    MAS ACHO QUE É ASSIM QUE SÃO AS COISAS
    YOU ALWAYS SMILE BUT IN YOUR EYES
    VOCÊ SEMPRE SORRI, MAS EM SEUS OLHOS
    YOUR SORROW SHOWS. YES IT SHOWS
    SUA DOR SE MOSTRA. SIM ELA MOSTRA-SE
    NO I CAN’T FORGERT TOMORROW
    NÃO, NÃO POSSO ESQUECER O AMANHÃ
    WHEN I THINK ABOUT MY SORROW
    QUANDO EU PENSAR NA MINHA TRISTEZA
    WHEN I HAD YOU GIRL
    QUANDO EU A TINHA, MENINA
    BUT THEN I LET YOU GO
    MAS DEIXEI VOCÊ PARTIR
    AND NOW IT’S ONLY FAIR THAT I
    E AGORA É APENAS JUSTO QUE EU
    SHOULD LET YOU KNOW
    DEVERIA FAZÊ-LA SABER
    WHAT YOU SHOULD KNOW
    O QUE VOCÊ DEVERIA SABER
    I CAN’T LIVE
    EU NÃO POSSO VIVER
    IF LIVING IS WITHOUT YOU
    SE A VIDA FOR SEM VOCÊ
    I CAN’T LIVE
    EU NÃO POSSO VIVER
    I CAN’T GIVE ANYMORE
    EU NÃO POSSO MAIS CONTINUAR
    NO I CAN’T FORGET THIS EVENING
    NÃO, NÃO POSSO ESQUECER ESSA NOITE
    OR YOUR FACE AS YOU WERE LEAVING
    OU SEU ROSTO ENQUANTO VOCÊ PARTIA
    BUT I GUESS THAT’S JUST THE WAY THE STORY GOES
    MAS ACHO QUE É ASSIM QUE SÃO AS COISAS
    YOU ALWAYS SMILE BUT IN YOUR EYES
    VOCÊ SEMPRE SORRI, MAS EM SEUS OLHOS
    YOUR SORROW SHOWS . YES IT SHOWS
    SUA DOR SE MOSTRA, SIM ELA MOSTRA-SE
    I CAN’T LIVE
    EU NÃO POSSO VIVER
    IF LIVING IS WITHOUT YOU
    SE A VIDA FOR SEM VOCÊ
    I CAN’T LIVE
    EU NÃO POSSO VIVER
    I CAN’T GIVE ANYMORE
    EU NÃO POSSO MAIS CONTINUAR

  • Amor Maior

Footer:

The content of this website belongs to a private person, blog.com.es is not responsible for the content of this website.